04/11/2005 - Estado do Rio de Janeiro


Política de segurança pública é ilusionismo puro


A prioridade do governo do Rio de Janeiro é criar uma sensação de segurança pública e não executar uma política estruturada. Em relação ao domínio do tráfico em áreas carentes,  a lógica é a de não interferir, com exceção dos casos de brigas entre quadrilhas que repercutem na sociedade. Essa política, no entanto, faz com que o estado paralelo vá se ampliando e consolidando, gerando uma crescente insegurança, principalmente na Região Metropolitana.
Prova disso é que no dia seguinte à morte do traficante Bem-Te-Vi, as autoridades, por um lado, reduziram pesadamente o policiamento na Rocinha e, por outro, de acordo com a imprensa, criaram um “‘anel de segurança nos morros do Vidigal, Providência, Coroa e Mineira”, visando a reforçar a impossibilidade de uma invasão por grupos rivais ao Amigo Dos Amigos – ADA na Rocinha.
A própria responsável pela área de entorpecentes da Polícia Civil, Marina Maggessi, declarou: “O ADA está fortalecido na Rocinha. Os policiais observaram que os traficantes da favela estão bem armados. O CV não tem força para invadir.”
Essa “política” gera crescentes prejuízos sociais e econômicos, como o que atingiu em cheio o faturamento do comércio de Ipanema e Leblon. A menos de dois meses para o Natal, um estudo das associações comerciais dos dois bairros indicou uma queda de 20% no movimento, devido à crise na segurança pública. Outra conseqüência é a desvalorização de 30% dos imóveis em São Conrado. Isto não é política de segurança pública e sim ilusionismo puro.






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