15/03/2006 - O Rio pode dar um salto para a frente


Rio de Janeiro


O presidente Lula está em plena campanha, há postulantes de diversas facções partidárias, mas não podemos esquecer as sucessões estaduais. Em 2006, também serão eleitos os novos governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Portanto, nesse clima de eleições gerais pensar no que afeta o dia a dia de cada um de nós é tão importante quanto conceituar o destino do país.
O estado do Rio de Janeiro é sui generis na constelação federal. Foi capital do Império, da República, Distrito Federal, passou por um estágio de cidade-estado, no tempo da Guanabara, e hoje, após a fusão e a mudança da capital para Brasília, encontra uma nova realidade, que não pode jamais ser saudosista. O momento é de encontrar suas vantagens,  vocações, características para realizar seu destino.
A situação atual é grave. O Rio de Janeiro não estará em 2006 apenas escolhendo novos governantes, mas um caminho entre a ilegalidade generalizada, a burla às regras e a contravenção disseminada e um desejável ordenamento. Este novo caminho levará o Estado ao desenvolvimento e proporcionará a seus habitantes melhores condições para aqui morar e trabalhar.
A população está cansada de viver permanentemente preocupada e traumatizada pelas falhas da segurança pública e pela presença ostensiva de atividades ilegais. Também rejeita as disputas, sem sentido, entre os diversos níveis de autoridade pela paternidade ou a não adoção de medidas necessárias de governo para preservar, por exemplo, o meio ambiente, bem inigualável do Rio de Janeiro.
Com um área de aproximadamente meio por cento do território nacional, com 12,5% do PIB nacional e 16% da arrecadação do ICMS, o Estado tem condições ímpares para se inserir no movimento, e mesmo liderá-lo, de modernidade para o qual o Brasil caminhará. Aqui, a pequena extensão territorial facilita as atividades e a implantação de novos modelos de desenvolvimento.
Todos os municípios do Rio de Janeiro têm condições adequadas de infra-estrutura para  um salto para a frente - alguns em setores mais avançados de atividade, outros em estágio um pouco anteriores - porque dispõem de energia elétrica, comunicações por estrada, telefonia e, sobretudo, recursos humanos de boa qualidade.   
Baseado na sua infra-estrutura, na sua tradição, na sua cultura, na sua visibilidade internacional e nos seus habitantes, o salto para a frente do Estado, com certeza, passará pela educação. A escola em horário integral até a conclusão do ensino médio será de simples aplicação com repercussões definitivas na qualidade de tudo que aqui se produz e do serviço que é prestado. E para isto a grande ferramenta é a informática. Computadores e internet devem estar à disposição de todos os alunos.
Com isto, o valor agregado de cada uma das nossas atividades poderá ser superior, e muito, à média nacional. E os jovens de hoje encontrarão no Estado do Rio de Janeiro a síntese da modernidade que o Brasil tanto almeja. O que nos falta? Como chegar lá? Participando do processo democrático pelo voto. A tarefa é coletiva. Vamos dizer não ao paternalismo, ao clientelismo e à ilegalidade para disseminar os bons valores por toda a população.






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