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Márcio Fortes nasceu em Belo Horizonte, em 1944. Engenheiro civil, pela PUC-Rio, com especialização em Desenvolvimento Urbano. Em pós-graduação, cursou Engenharia Econômica, na UFRJ, e Elaboração e Análise de Projetos Habitacionais, na Fundação Getúlio Vargas. Fez, também, um curso de extensão política na Universidade de Harvard (EUA).
Deputado Federal pelo PSDB do Rio de Janeiro. Presidente da João Fortes Engenharia, empresa pioneira na participação acionária de seus empregados, que se destacou também na questão ambiental, recebendo recebeu o prêmio de Conservação Ambiental e Desenvolvimento, em 1992, conferido pelo Unibanco e pelo jornal "Gazeta Mercantil". A empresa está completando 55 anos e 8 milhões de metros quadrados de construção urbana.
Márcio Fortes participou da direção de vários órgãos de classe, como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Clube de Engenharia. Integrou, também, o Conselho de Administração da Petrobrás e o Conselho Monetário Nacional.
Iniciou, ainda jovem, suas atividades políticas, tendo sido presidente do Diretório Acadêmico da PUC e membro do Conselho Universitário, como representante do corpo discente, eleito por voto direto. Desde 1974, participa de campanhas eleitorais vitoriosas.
Em 1979, aos 34 anos, foi secretário-geral do Ministério da Fazenda, na gestão de Karlos Rischbieter. Nessa condição, foi, por várias vezes, ministro da Fazenda interino.
Assumiu a presidência do BNDES em 1987. Foi a partir de seu trabalho que se concluiu pelo esgotamento do modelo da política industrial vigente, baseada no protecionismo. À frente do BNDES, Márcio Fortes comandou o primeiro programa de privatização do País, com a desestatização de 17 empresas, em dois anos, como a Araruz Celulose, Nova América e Caraíba Metais.
De 1989 a 1991, presidiu o Banerj, quando realizou um trabalho de recuperação financeira e fortalecimento da instituição. Em sua gestão, o Banerj abriu a primeira agência numa favela, a da Rocinha.
A partir de 1991, exerceu a função de diretor no Brasil do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, organismo ligado à ONU.
Márcio Fortes foi secretário municipal de Obras de 1993 a início de 1994, dando início a vários projetos importantes para o Rio.
Nas eleições de 1994, teve expressiva vitória, sendo o deputado federal do PSDB mais votado na cidade do Rio de Janeiro. Destacou-se em seu primeiro mandato, ocupando a vice-presidência da Comissão de Finanças e Tributação.
Em 1996 e 1997 comandou a Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Turismo. Projetos prioritários, como o Complexo Portuário-Industrial de Sepetiba e o Pólo Gás-Químico, tiveram sua implantação incentivada pela Secretaria. Em sua gestão, Márcio Fortes atraiu importantes investimentos, com destaque para a fábrica de automóveis da Peugeot-Citröen, instalada no município de Porto Real.
Vice-presidente do PSDB, reelegeu-se para a Câmara dos Deputados em 1998. Nessa mesma época, foi eleito primeiro vice-presidente da Firjan, onde permaneceu até 2001. Nesta condição, foi membro das diretorias e conselhos do Sesi-RJ e Senai-RJ.
Apontado como um dos "cabeças" do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, foi presidente da Comissão Especial da CPMF e membro titular da Comissão Especial da Reforma Tributária, da Comissão Permanente de Economia, Indústria e Comércio e da Comissão de Desenvolvimento Urbano. De 1999 a 2003, Márcio Fortes foi secretário-geral do PSDB.
Atualmente, é presidente do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae) - promotor do Fórum Nacional - e da Fundação Bio-Rio, sendo, nesta condição, membro do Conselho do Sebrae-RJ. Preside também a Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e o Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros), no Rio de Janeiro. É cônsul honorário da Tunísia.
É, ainda, membro do Conselho da Fundação Getúlio Vargas, do Conselho da Universidade Católica (PUC Rio), do Conselho de Administração de Cimento Tupi S.A., do Comitê Empresarial Permanente do Ministério das Relações Exteriores e diretor do Conselho de Empresários da América Latina.
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